Este blog é dedicado a alunos do ensino médio, professores e outros interessados num espaço aberto que procura unir informação, discussões e disseminação de ideias na busca de uma sociedade que reconhece sua realidade de forma responsável e consciente.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Muito se tem falado sobre radicais livres e antioxidantes. Mas será que todas as pessoas sabem o que são eles? Por que os radicais livres são tão temidos e como os antioxidantes agem no sentido de combatê-los?


RADICAIS LIVRES

Radicais livres são moléculas naturalmente presentes no nosso organismo, envolvidas em vários processos, tais como, respiração e contração muscular.
Entre as causas externas mais prováveis de formação de radicais livres no nosso corpo encontram-se:
- Poluição ambiental e gases de escapamentos de veículos;
- Raios X e radiação ultravioleta do sol;
- Fumo e fumaça de cigarro e o álcool;
- Resíduos de pesticidas;
- Substâncias tóxicas presentes em alimentos e bebidas (aditivos químicos, hormônios, aflatoxinas);
- Stress e alto consumo de gorduras saturadas (frituras, embutidos, etc)
Quanto mais uma pessoa ficar exposta aos fatores externos que citamos anteriormente, maior é a quantidade de radicais livres que se acumulam no seu corpo. Com o tempo, esse efeito cumulativo pode causar alterações irreversíveis nas células ou mutações, que podem favorecer o aparecimento e o desenvolvimento de células cancerígenas.

A comunidade científica reconhece que algumas doenças mais incapacitantes ou mortais são provocadas pela presença desses radicais. Na lista encontram-se desde o caso dos enfisemas, acidentes vasculares cerebrais, certas afecções reumáticas, doença de parkinson, mal de Alzheimer, dentre outras.


ANTIOXIDANTES

Os antioxidantes são moléculas com carga positiva que se combinam com os radicais livres, de carga negativa, tornando-os inofensivos. Portanto, essas substâncias teriam a capacidade de anular a ação de oxidação desses radicais, daí o nome antioxidante.

Os antioxidantes estão presentes nos alimentos e os mais importantes são:
- Vitamina C encontrada em grande quantidade nas frutas cítricas e vegetais verde escuros (laranja, limão, lima, acerola, caju, kiwi, morango, couve, brócolis, tomate);
- Vitamina E encontrada principalmente no germe de trigo (fonte mais importante), óleos de soja, arroz, algodão, milho e girassol, amêndoas, nozes, castanha o Pará, gema, vegetais folhosos e legumes;
- Vitamina A encontrada principalmente em alimentos como a cenoura, abóbora, fígado, batata doce, damasco seco, brócolis, melão.
- Selênio, um mineral encontrado na castanha do pará, alimentos marinhos, fígado, carne e aves.
- Zinco, outro mineral encontrado principalmente nas carnes, peixes (incluindo ostras e crustáceos), aves e leite. Cereais integrais, feijões e nozes são também boas fontes.
- Bioflavonóides, substâncias ativas encontradas em frutas cítricas, uvas escuras ou vermelhas.
- Licopeno, substância ativa encontrada principalmente no tomate.
- Isoflavonas, substância ativa encontrada principalmente na soja.
- Catequinas, substâncias ativas encontradas principalmente em frutas da família do morango, uva e chá verde (green tea).

Portanto, como podemos observar, uma alimentação rica em vegetais, incluindo frutas diversas, leguminosas, cereais e hortaliças é a melhor proteção contra os radicais livres.
Inúmeros estudos mostram que os antioxidantes presentes nesses alimentos vegetais neutralizam a ação dos radicais livres e diminuem o risco de uma série de doenças, inclusive o envelhecimento precoce.
Mas é importante que as pessoas evitem também os fatores externos causadores da formação de radicais e não ficar na dependência do uso de antioxidantes, já que esses são apenas um recurso da natureza, com funções bem definidas. E entre essas funções, não consta a capacidade de fazer milagres.

Fonte: http://www.fazfacil.com.br/saude/antioxidantes.html
             Vida Saudável/SALGADO, J.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O que fazer com a casca do abacaxi?

            

 Que tal um suco refrescante?





Ingredientes
·   Casca de um abacaxi
·   2 litros de água
·   Açúcar (a gosto)


Modo de preparar
·   Lave muito bem a casca do abacaxi;
·   Leve para cozinhar com a água;
·   Após o cozimento, bata no liquidificador, coe e adoce a gosto;
·   Complete com água gelada.
Obs.: Podem ser acrescentadas 2 folhas de hortelã quando for bater no liquidificador.

Rendimento: 2 litros

Valor Nutritivo: Fibras, Vitamina C, Sais Minerais, Cálcio, Ferro, Fósforo, Celulose, Potássio, Cloro e Sacarose
                                                  
                                                    
                                                                                   FONTE: Programa Mesa São Paulo

Parlamento Europeu recomenda redução de desperdício de alimentos

Se aprovada, a meta de redução de 50% deve ser atingida até 2025; indicações aos países-membro são inspiradoras para políticas no Brasil.

Alimentos estragados na geladeira, mantimentos vencidos na despensa e pessoas pedindo comida na rua: no mesmo mundo mais de 1/3 dos alimentos produzidos vai para o lixo e 925 milhões de pessoas (cinco vezes a população brasileira) passam fome. Como transformar esta equação e fazer com que o desperdício seja revertido em fonte de alimentos?

Pensando nisso, o Parlamento Europeu aprovou em janeiro deste ano uma recomendação aos países membros da União Europeia para que reduzam o desperdício de alimentos em 50% até 2025. Saiba mais clicand aqui

Vídeo da ONG AKATU é utilizado em Colégio paulistano para discutir o tema desperdício, através do consumo consciente

Alunos do ensino médio do Colégio Santa Cruz, em São Paulo, assistiram em sala de aula ao filme publicitário da campanha do Instituto Akatu contra o desperdício de alimentos. Segundo Marco Cabral, professor de Sociologia e História e autor da iniciativa, a exibição do vídeo é parte de um projeto de implementação de conteúdos de sociologia para os alunos. Esse projeto atende a nova lei federal, aprovada no ano passado, que prevê aulas de sociologia e filosofia no ensino médio. “Decidiu-se então que a abordagem deveria ser temática, e neste primeiro semestre de 2009 o tema escolhido foi consumo”, explica o professor.

“A sociologia do consumo nos ajudará a pensar a modernidade e seus desdobramentos e o papel de cada um de nós neste contexto”, explica Cabral. “O vídeo da campanha do Akatu ajudou na ilustração da questão do desperdício e da responsabilidade inerente aos hábitos de consumo.” Saiba mais clicando aqui.

Assista ao vídeo de apenas 30 segundos clicando aqui!

sábado, 30 de junho de 2012

Você já ouviu falar em alimentos funcionais?

São alimentos que, além de seu valor nutricional, possuem substâncias que trazem beneficio à saúde, seja na prevenção ou tratamento de doenças. De maneira geral, os alimentos funcionais são considerados promotores de saúde e podem estar associados com a diminuição dos riscos de algumas doenças crônicodegenerativas, como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes, doenças do aparelho locomotor e câncer.
O consumo regular de alimentos funcionais pode ser uma alternativa para conter estas doenças e conscientizar os brasileiros sobre o papel da alimentação em sua saúde. As substâncias bioativas dos alimentos funcionais são encontradas especialmente em frutas, hortaliças, leguminosas, tubérculos (como batata e inhame) e cereais, muitas vezes de fácil cultivo em hortas e canteiros familiares e/ou comunitárias. As cascas de frutas, por exemplo, são ricas em sais minerais, vitaminas e antioxidantes, que previnem o processo oxidativo do organismo que causa o envelhecimento precoce e outras doenças degenerativas, segundo pesquisas científicas. Quando utilizamos resíduos de frutas no preparo de alimentos estamos dizendo não ao despedício e também sim a saúde.
Mas para obter seus benefícios, é necessário que o consumo dos alimentos funcionais seja realizado de forma regular. Os alimentos funcionais só funcionam quando fazem parte de uma dieta equilibrada e balanceada. E lembrem-se: alimentos funcionais não substituem medicamentos!

                                                                                         Fonte: EMBRAPA, 2009; UEM, 2011.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Conheça as propriedades dos resíduos de algumas frutas e hortaliças:


·   Casca do abacaxi: rica em fibras, vitamina C, cálcio, potássio  e fósforo.
·   Casca da abobora: rica em fibras e potássio
·   Talo da Salsinha: rico em fibras, cálcio e potássio
·   Talo de agrião: rico em vitamina C
·   Casca da laranja: rica em carboidrato, fibra, cálcio, potássio e fósforo
·   Casca da maça: rica em  fibras e vitamina C
·   Casca de maracujá: rica em fibras, vitamina B3, ferro, cálcio e fósforo
·   Casca de manga: rica em minerais e vitaminas C, B5, A e antioxidantes.

MENEZES, Juliana/Sua pesquisa

Farinha de resíduos vegetais

A elaboração de farinha de cascas de cascas de frutas, grãos e sementes é uma boa opção para o aproveitamento destes resíduos eo seu consumo traz grandes benefícios a saúde. Clique aqui e conheça os benefícios, dicas de preparo e como deve ser consumida.

terça-feira, 26 de junho de 2012

E a escola, como pode discutir esse assunto?


A falta de conhecimento da população sobre as propriedades nutricionais dos alimentos é um dos fatores que levam ao desperdício. Além da conscientização sobre o desperdício dos alimentos, a população também precisa conhecer os alimentos que farão bem ou mal para a saúde
 .
A educação nutricional começa em casa, mas na escola o professor pode trabalhar com os alunos maneiras de se reaproveitar alimentos. Partes de alimentos e sobras podem ser reaproveitadas, tornando-se receitas novas e deliciosas.

Se a escola dispuser de cozinha experimental, o professor pode colocar algumas receitas para votação. Após a escolha, os alunos devem levar os ingredientes necessários para fazer a receita na escola. Com uma cozinha experimental,  pode-se propor à coordenação uma manhã, tarde ou noite gastronômica. Após uma reunião com a coordenação e pais de alunos, as receitas poderiam ser distribuídas às famílias que as fariam em casa e as levariam para degustação na escola. Mas tudo com a ajuda dos alunos, que teriam que participar do preparo das receitas. As receitas feitas na cozinha da escola também poderiam ser colocadas para degustação no horário do recreio.

Há muitas maneiras de se reaproveitar e evitar o desperdício dos alimentos, basta conhecer o valor deles. Abaixo seguem algumas dicas de como podemos reaproveitar sobras de alimentos:
O arroz que sobrou de uma refeição pode virar bolinhos, arroz de forno, risotos;
O feijão que sobrou também pode virar tutu, feijão tropeiro, bolinhos, virado;
Com a carne assada e a carne moída que sobraram é possível fazer croquetes, recheios de tortas, omeletes e pastéis, molhos;
Pode-se aproveitar o leite que talhou fazendo um delicioso doce de leite.


Fonte: LOUREDO, Paula
Graduada em Biologia

Desperdício de alimentos no Brasil

O Brasil é o quarto produtor mundial de alimentos (Akatu, 2003), produzindo 25,7% a mais do que necessita para alimentar a sua população (FAO). De toda esta riqueza, grande parte é desperdiçada.
Segundo dados da Embrapa, 2006, 26,3 milhões de toneladas de alimentos ao ano tem o lixo como destino. Diariamente, desperdiçamos o equivalente a 39 mil toneladas por dia, quantidade esta suficiente para alimentar 19 milhões de brasileiros, com as três refeições básicas: café da manhã, almoço e jantar (VELLOSO, Rodrigo).

De acordo com o caderno temático “A nutrição e o consumo consciente” do Instituto Akatu (2003), aproximadamente 64% do que se planta no Brasil é perdido ao longo da cadeia produtiva:
  • 20% na colheita;
  • 8% no transporte e armazenamento;
  • 15% na indústria de processamento;
  • 1% no varejo;
  • 20% no processamento culinário e hábitos alimentares. 
Os números supracitados fazem do Brasil um dos campeões mundiais de desperdício. Analisando estes dados de uma forma mais simples, isso significa que uma casa brasileira desperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra semanalmente, o que remete a uma perda de US$ 1 bilhão por ano, ou o suficiente para alimentar 500 mil famílias (Instituto Akatu, 2004).

Fonte: ONG Banco de Alimentos